sábado, 14 de abril de 2012

Semana de Arte Moderna - Conteudo para prova 9 Ano




Introdução 



A Semana de Arte Moderna ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo, em 1922, tendo como objetivo mostrar as novas tendências artísticas que já vigoravam na Europa. Esta nova forma de expressão não foi compreendida pela elite paulista, que era influenciada pelas formas estéticas européias mais conservadoras. O idealizador deste evento artístico e cultural foi o pintor Di Cavalcanti.
Arte Moderna 
Em um período repleto de agitações, os intelectuais brasileiros se viram em um momento em que precisavam abandonar os valores estéticos antigos, ainda muito apreciados em nosso país, para dar lugar a um novo estilo completamente contrário, e do qual, não se sabia ao certo o rumo a ser seguido. 
No Brasil, o descontentamento com o estilo anterior foi bem mais explorado no campo da literatura, com maior ênfase na poesia. Entre os escritores modernistas destacam-se: Oswald de Andrade, Guilherme de Almeida e Manuel Bandeira. Na pintura, destacou-se Anita Malfatti, que realizou a primeira exposição modernista brasileira em 1917. Suas obras, influenciadas pelo cubismo, expressionismo e futurismo, escandalizaram a sociedade da época. Monteiro Lobato não poupou críticas à pintora, contudo, este episódio serviu como incentivo para a realização da Semana de Arte Moderna. 
Como foi
A Semana, realizada entre 11 e 18 de fevereiro de 1922, foi a explosão de idéias inovadoras que aboliam por completo a perfeição estética tão apreciada no século XIX. Os artistas brasileiros buscavam uma identidade própria e a liberdade de expressão; com este propósito, experimentavam diferentes caminhos sem definir nenhum padrão. Isto culminou com a incompreensão e com a completa insatisfação de todos que foram assistir a este novo movimento. Logo na abertura, Manuel Bandeira, ao recitar seu poema Os sapos, foi desaprovado pela platéia através de muitas vaias e gritos. 
Embora tenha sido alvo de muitas críticas, a Semana de Arte Moderna só foi adquirir sua real importância ao inserir suas idéias ao longo do tempo. O movimento modernista continuou a expandir-se por divulgações através da Revista Antropofágica e da Revista Klaxon, e também pelos seguintes movimentos: Movimento Pau-Brasil, Grupo da Anta, Verde-Amarelismo e pelo Movimento Antropofágico. 
Todo novo movimento artístico é uma ruptura com os padrões utilizados pelo anterior, isto vale para todas as formas de expressões, sejam elas através da pintura, literatura, escultura, poesia, etc. Ocorre que nem sempre o novo é bem aceito, isto foi bastante evidente no caso do Modernismo, que, a principio, chocou por fugir completamente da estética européia tradicional que influenciava os artistas brasileiros.
Curiosidades sobre a Semana de Arte Moderna:
- Durante a leitura do poema "Os Sapos", de Manuel Bandeira (leitura feita por Ronald de Carvalho) , o público presente no Teatro Municipal fez coro e atrapalhou a leitura, mostrando desta forma a desaprovação.
- No dia 17 de fevereiro, Villa-Lobos fez uma apresentação musical. Entrou no palco calçando num pé um sapato e em outro um chinelo. O público vaiou, pois considerou a atitude futurista e desrespeitosa. Depois, foi esclarecido que Villa-Lobos entrou desta forma, pois estava com um calo no pé.




quinta-feira, 12 de abril de 2012

Tatuagens Modernas


Já imaginou se essa moda pega

FOTOS NEOCLASSICAS



A GRANDE ODALISCA DE INGRES

SOCRATES

Arte Neoclássica - 2º Ano - Conteudo de Prova

Pintura Neoclassica

Desaparecem quase por completo as cenas religiosas para dar lugar ao gosto pelo historicismo (principalmente da Roma Antiga), temas do cotidiano e ainda mitológicos.
As cenas vivem da composição formal, são harmoniosas, os elementos possuem contornos bem definidos
A arte neoclássica busca inspiração no equilíbrio e na simplicidade, As características marcantes são o caráter ilustrativo e literário, marcados pelo formalismo e pela linearidade, poses escultóricas, com anatomia correta e exatidão nos contornos, temas dignos e clareza


Principais representantes
Jacques-Louis David, francês. Considerado o pintor da Revolução Francesa, tornando-se mais tarde, o pintor oficial de Napoleão.
Dominique Ingres, francês. Discípulo de David, busca nas suas pinturas a imagem ideal da beleza.
O Juramento dos Horácios, por Jacques-Louis David, 1784, óleo sobre tela, 330 × 425 cm, Louvre, Paris.
Nesta obra de temática inspirada na história da Roma Antiga, os valores estéticos da Antiguidade servem de veículo condutor a uma mensagem actual: cidadãos (homens livres), agarram em armas, ou seja, tomam nas suas mãos o poder sobre o futuro da nação. A obra fez furor no Salão de Paris em 1784.


Características Gerais da Escultura -  Neoclássica

· Temas: históricos, literários, alegóricos e mitológicos. Serviram de base para a representação de figuras humanas com poses semelhantes às dos Deuses gregos e romanos.
· Estatuária: representou figuras de corpo inteiro ou
bustos e relevos pouco pessoais glorificando e fazendo publicidade a políticos ou figuras importantes das cidades (praças, casas de nobres e burgueses ou cemitérios).
· Relevos: têm o mesmo sentido honorífico e alegórico da estatuária e revestem as frontarias de edifícios públicos ou de palácios.
· Formas de Representação: de inspiração clássica foram representados com toda a minúcia, os corpos eram nus ou semi-nus, formas reais, serenas e de composição simples. Rostos individualizados (da pessoas que queriam representar), mas com pouca expressividade. Seguiram os
cânones da escultura clássica, sem qualquer liberdade criativa.
· Técnica: são obras perfeitamente conseguidas, onde a sua concepção se baseia em maquetas de
barro ou gesso para um primeiro estudo. Acabamentos rigorosos e relevos de pouca profundidade.
· Materiais:
mármore branco que representava a pureza, limpidez e brilho, e o bronze, mas em menor quantidade.


características da arquitetura Neoclássica

. Materiais nobres (pedra, mármore, granito, madeiras)
· Processos técnicos avançados
· Sistemas construtivos simples
· Esquemas mais complexos linhas ortogonais
· Formas regulares, geométricas e simétricas
· Volumes corpóreos, maciços, bem definidos por planos murais lisos
· Uso de
abóbadas de berço ou de aresta
· Uso de
cúpulas
· Espaços interiores organizados segundo critérios geométricos e formais
·
Pórticos colunados
·
Entablamentos direitos
·
Frontões triangulares
· A decoração recorreu a elementos estruturais com formas clássicas, à pintura rural e ao relevo em
estuque
· Acentuou a intimidade e o conforto nas mansões familiares
· Decoração estrutural


Música Neoclássica

A música neoclássica teve um período relativamente curto, marcado pelo experimentalismo.
Destacaram-se: Wolfgang Amadeus Mozart e
Franz Joseph Haydn.
Sintetizam os trabalhos de seus antecessores, dando forma definida à Sonata, à música de câmara, ao concerto e à Sinfonia. Com Mozart, as formas clássicas da ópera chegam a seu mais alto ponto de aperfeiçoamento).
Ludwig van Beethoven (Alemanha, 1770-1827): marca o apogeu do Neoclassicismo.

Sendo difícil de documentar a música da Antiguidade Clássica, esse período é denominado simplesmente como "Classicismo". A denominação "Neoclássica" em música geralmente se refere à recuperação da estética musical desse período no final do Século XX.


Teatro Neoclássico  

No teatro neoclássico a racionalidade predomina, revalorizam-se o texto e a linguagem poética. A tragédia mantém o padrão solene da Antiguidade.
Numa linha que prenuncia o romantismo, trabalha o dramaturgo e filósofo francês
Denis Diderot (1713-1784), um dos organizadores da Enciclopédia. Entre suas peças se destaca O Filho Natural. O italiano Metastasio (1698-1782) aproxima o teatro da música, como no melodrama .
Entre os principais autores está
Voltaire. A comédia revitaliza-se com o francês Pierre Marivaux (1688-1763), autor de O Jogo do Amor e do Acaso. Os italianos Carlo Goldoni (1707-1793), de A Viúva Astuciosa, e Carlo Gozzi (1720-1806), de O Amor de Três Laranjas, estão entre os principais dramaturgos do género.
Outro importante autor de comédias é o francês
Caron de Beaumarchais (1732-1799), de O Barbeiro de Sevilha e de As Bodas de Fígaro, retratos da decadência do Antigo Regime e uma inspiração para as óperas de Mozart (1756-1791) e Rossini (1792-1868).